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Para especialista, big techs devem ter sucesso na criação de suas moedas virtuais
Após o Facebook lançar, com outras 27 empresas –  entre elas Uber, PayPal, eBay, MasterCard, Visa e Spotify -, sua iniciativa para a criação de uma moeda global, apertou-se o cerco dos Estados Unidos contra as principais empresas de tecnologia do mundo. Logo depois da primeira audiência no Congresso Americano colocar a iniciativa sob ampla …

Para especialista, big techs devem ter sucesso na criação de suas moedas virtuais

Publicado: 29.07.2019 - 19:23, por eCompare.com.br

Após o Facebook lançar, com outras 27 empresas –  entre elas Uber, PayPal, eBay, MasterCard, Visa e Spotify -, sua iniciativa para a criação de uma moeda global, apertou-se o cerco dos Estados Unidos contra as principais empresas de tecnologia do mundo. Logo depois da primeira audiência no Congresso Americano colocar a iniciativa sob ampla …

Após o Facebook lançar, com outras 27 empresas –  entre elas Uber, PayPal, eBay, MasterCard, Visa e Spotify -, sua iniciativa para a criação de uma moeda global, apertou-se o cerco dos Estados Unidos contra as principais empresas de tecnologia do mundo. Logo depois da primeira audiência no Congresso Americano colocar a iniciativa sob ampla análise, foi apresentado um projeto de lei que pretende proibir as grandes empresas de tecnologia, como Google e outros competidores do Facebook, de criarem moedas próprias que podem ameaçar a hegemonia do Dólar Americano.

Para o especialista em novos mercados financeiros, Rudá Pellini, que está à frente da norte-americana Wise&Trust, startup especializada em Inteligência Artificial aplicada à gestão de ativos, a tendência é de que as empresas, mesmo enfrentando resistência dos governos, devem prosseguir na criação de suas moedas virtuais. “O poder da audiência desses players de tecnologia, que são verdadeiros gigantes, acaba assustando os governos – que até então eram aliados –, principalmente quando pensamos que essas empresas já são maiores que muitas nações”, conta Pellini.

O fato é que o grupo conhecido como FAANG (Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google) possui um grande número de usuários e, além disso, detém um dos ativos mais valiosos, que é a atenção desse público. “O poder da audiência acaba assustando governos, até então aliados, principalmente quando pensamos que essas empresas já são maiores que nações. Só faltaria uma moeda, que agora surgiu”, complementa o executivo brasileiro que divide seu tempo entre o Brasil e  Nova York.

De acordo com Pellini, o que o Facebook está fazendo com a Libra é conhecido como Open Innovation, que é basicamente um formato mais ágil para se gerar inovação e encurtar o caminho de prototipação de um projeto,  partindo de uma ideia inicial e construindo o restante com os usuários, reguladores, etc. “O interesse inicial do Facebook é de capturar os mais de 1 bilhão de pessoas que estão fora do sistema bancário no mundo, mas além disso, tanto o AliBabá como o WeChat já possuem sistemas de pagamento com forte tração na China e o primeiro já está em expansão pela Europa e no restante da Ásia. Nesse sentido, será uma briga de gigantes, pois ainda temos o Google com o Google Pay, que já é muito forte na Índia.”, analisa Pellini.

Um fato recente, que contou com o alerta da Casa Branca, foi a aproximação do Google com o governo Chinês. Esse movimento da empresa resultou num aviso do governo norte-americano, que através do Departamento de Justiça realizou uma iniciativa para revisar se o monopólio das Big Techs não prejudica a competição e o livre mercado. “O caminho mais natural, no meu entendimento, é o governo tentar barrar para não perder hegemonia, principalmente os que mais seriam afetados (Dólar Americano e Euro). Países com moeda fraca (Argentina, África, no geral e Venezuela, por exemplo) seriam beneficiadas com uma moeda global lançada por uma big tech e países como o Brasil ficariam em uma situação complicada”, conclui Pellini, que acredita que a criação de moedas pelas gigantes de tecnologia é um caminho sem volta, uma vez que já estão caminhando para educar a população sobre a novidade, além de trabalhar em fortes lobbys junto aos congressos dos países desenvolvidos.