Todos os artigos > O que startups ganham na captação via crowndfunding?
O que startups ganham na captação via crowndfunding?
Share on Facebook Compartilhar Share on Twitter Compartilhar Share on Linkedin Compartilhar Send email E-Mail Print this Imprimir De acordo com a Associação Brasileira de Startups, o Brasil tem mais de 10 mil startups formalizadas. Dessas, 72%  faturam até R$ 50 mil por ano (Parallaxis, 2016). Para o CEO da Asset One, Carlos Eduardo Galarda, …

O que startups ganham na captação via crowndfunding?

Publicado: 22.05.2019 - 22:56, por eCompare.com.br

Share on Facebook Compartilhar Share on Twitter Compartilhar Share on Linkedin Compartilhar Send email E-Mail Print this Imprimir De acordo com a Associação Brasileira de Startups, o Brasil tem mais de 10 mil startups formalizadas. Dessas, 72%  faturam até R$ 50 mil por ano (Parallaxis, 2016). Para o CEO da Asset One, Carlos Eduardo Galarda, …

Share on Facebook Compartilhar

Share on Twitter Compartilhar

Share on Linkedin Compartilhar

Send email E-Mail

Print this Imprimir

De acordo com a Associação Brasileira de Startups, o Brasil tem mais de 10 mil startups formalizadas. Dessas, 72%  faturam até R$ 50 mil por ano (Parallaxis, 2016). Para o CEO da Asset One, Carlos Eduardo Galarda, os dados demonstram a necessidade de crédito e crescimento para que o mercado siga crescendo. “É muito pouco provável que uma startup consiga expandir exponencialmente seus negócios sem a captação de investimentos externos. E, para cada estágio da startup, é comum que estejam disponíveis diferentes modalidades de captação”, conta Galarda.

Uma das maneiras de receber aporte financeiro é via equity crowdfunding (ou financiamento coletivo de empresas). Nesta modalidade, o principal benefício é a aquisição de uma pluralidade de novos sócios, que atuarão como embaixadores da empresa e auxiliarão na promoção e divulgação do negócio. Segundo a Equity, associação das plataformas do setor no Brasil, o volume de investimentos em startups por financiamento coletivo em 2018 cresceu quatro vezes em um ano: passou de uma média de R$ 5 milhões ao ano para R$ 20 milhões, de acordo com dados de julho de 2018. Mas, quais as vantagens em captar via crowndfunding? Para Carlos Eduardo Galarda, existem pontos bem importantes e que merecem atenção:

Pré-requisitos: A captação via Crowdfunding de Investimentos é regulamentada pela CVM, que estabeleceu alguns limites para essa modalidade, em especial:

Empresa constituída no Brasil e registrada no registro público competente, com receita bruta anual de até R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) apurada no exercício social encerrado no ano anterior à oferta e que não seja registrada como emissor de valores mobiliários na CVM;

Valor alvo máximo de captação não superior a R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais).

Rigoroso processo seletivo: somente as startups que realmente estiverem preparadas despertarão atenção por parte dos investidores e receberão o tão desejado recurso.

Investimento democrático: Além de facilitar a negociação para o empreendedor, o equity crowfunding possibilita que mais gente coloque dinheiro no negócio – pessoas que não teriam a possibilidade de fazer um investimento individualmente.

Relacionamento: Este tipo de investimento também cria a possibilidade de construir uma rede de investidores que podem oferecer novos aportes à medida que ela avança em seus negócios.

Falta de conhecimento

Embora seja um assunto recorrente, o processo de captação-investimento em startups e empresas inovadoras é permeado pela falta de conhecimento por ambos atores: startups e investidores. “Do lado das startups, muitas não têm se preparado de forma suficiente e satisfatória antes de buscar recursos, acreditando na falácia do dinheiro fácil. Acabam ficando sem o recurso e desperdiçando uma boa oportunidade”, afirma Galarda.

Por isso, estar preparado para receber recursos significa entender o que o investidor procura e atender ao maior número de requisitos, como:

Estabelecer para que será usado o recurso;

Ter claramente definido qual o problema que a startup pretende resolver e como se diferencia dos eventuais concorrentes;

Dispor de um time multidisciplinar e complementar de fundadores;

Mensurar corretamente o tamanho do mercado de atuação;

Ter uma forma de monetização definida;

Tentar apresentar um valuation condizente com a realidade da startup e com o mercado;

Estar com seu produto/serviço validado pelos clientes e, preferencialmente, gerando receita.