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O que são gatilhos mentais? Confira alguns exemplos
Os gatilhos mentais são armas poderosíssimas da psicologia e que podem ser empregadas em diferentes áreas (marketing, vendas, etc.). Compreender esses gatilhos e saber como e onde usá-los é a chave para o sucesso de qualquer negócio. Eles têm como objetivo conduzir os outros para uma determinada ação através de estímulos externos, que podem ser …

O que são gatilhos mentais? Confira alguns exemplos

Publicado: 12.08.2019 - 13:58, por eCompare.com.br

Os gatilhos mentais são armas poderosíssimas da psicologia e que podem ser empregadas em diferentes áreas (marketing, vendas, etc.). Compreender esses gatilhos e saber como e onde usá-los é a chave para o sucesso de qualquer negócio. Eles têm como objetivo conduzir os outros para uma determinada ação através de estímulos externos, que podem ser …

Os gatilhos mentais são armas poderosíssimas da psicologia e que podem ser empregadas em diferentes áreas (marketing, vendas, etc.). Compreender esses gatilhos e saber como e onde usá-los é a chave para o sucesso de qualquer negócio. Eles têm como objetivo conduzir os outros para uma determinada ação através de estímulos externos, que podem ser moldados de acordo com o seu interesse. Quer saber mais sobre esse assunto? Continue lendo este artigo!

Tomada de decisões

Desde o momento em que acordamos, nós começamos a tomar decisões. Tomar banho antes ou depois do café da manhã? O que comer? Qual roupa usar? Qual perfume escolher? Como ir ao trabalho? Precisa levar guarda-chuva? Ir ou não para a academia? – e assim vai, afinal, precisamos decidir muitas coisas durante o dia, tanto profissionais como pessoais.

Você tem alguma ideia de quantas decisões tomamos por dia? Não se assuste com o dado que mostraremos a seguir: uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, intitulada como “The Cure for Decision Fatigue” (publicada na WSJ), apontou que, em média, um adulto toma 35.000 decisões diárias de forma consciente e inconsciente!

Pluralidade de escolhas

É tanta escolha que precisamos fazer que é normal ficarmos mentalmente esgotados, exaustos e desgastados. Isso acaba dificultando o processo de tomar as melhores decisões, não é mesmo?! Esse cansaço foi estudado pelo psicólogo social e pesquisador Roy F. Baumeister e recebeu o nome de “fadiga de decisão”.

Ele disse que nosso cérebro possui uma reserva de “força de vontade” e, cada vez que você toma uma decisão, essa reserva diminui um pouco. Assim, perceba que, ao final do dia, nossa cabeça costuma ficar cansada e só de pensar em ter que fazer mais alguma escolha já dá preguiça. Essa é a fadiga de decisão, ou seja, a diminuição da nossa capacidade de decisão devido ao cansaço causado pelas decisões anteriores.

Para que a reserva de força de vontade não se esgote durante tantas escolhas, nosso cérebro acaba adotando estratégias que o fazem tomar menos decisões. É como se ele filtrasse quais decisões precisam de uma atenção especial e, assim, em determinados assuntos, nós fazemos escolhas de forma inconsciente.

Dessa forma, nós realizamos aquilo que fomos “educados” a fazer, evitando o trabalho de reflexão antes de tomar uma decisão.

Você deve estar se perguntando o motivo de toda essa explicação se o assunto do artigo é “gatilhos mentais”. A resposta é muito simples: uma coisa está diretamente ligada à outra.

Os gatilhos mentais são ações externas que envolvem os nossos sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) para ativar alguns comportamentos em nosso cérebro, despertando reações que, por sua vez, nos impulsionam a agir imediatamente e de forma natural. Ou seja, eles poupam nossa reserva de “força de vontade”. Essa explicação irá ficar mais clara com os exemplos do tópico a seguir.

Exemplos de gatilhos mentais

Existem diversos tipos de gatilhos mentais. Desta forma, veja a seguir, sobre 5 exemplos que consideramos mais importantes para ilustrar o assunto do artigo:

1. Escassez

Quando algo é exclusivo ou escasso, as pessoas tendem a prestar mais atenção nelas. Assim, a possibilidade de não ter aquilo é real,fazendo com que as pessoas tomem uma atitude.

Podemos citar como exemplo aquelas ações que anunciam cursos com vagas limitadas, produtos com quantidade limitada de exemplares, anúncios sobre última oferta, entre outros.

2. Urgência

Esse gatilho é parecido com o anterior, mas está associado ao fator tempo. A partir do momento em que é usado gatilhos como “só até hoje”, “último dia”, “imediato”, “agora”, “faltam x horas para acabar”, tomamos um comportamento impulsivo e vamos atrás daquilo.

Futuramente podemos (ou não) nos arrepender do que foi adquirido, mas será bem pior viver com a dúvida sobre como aquilo mudaria na nossa vida, não é mesmo?!

3. Prova Social

“Duas milhões de pessoas assistiram a um filme X”, “todo mundo está acompanhando a série Y”, “500 pessoas baixaram o e-book Z” – esses são alguns exemplos do que é um gatilho de prova social. Desse modo, nossas escolhas são influenciadas pelas outras pessoas porque temos a necessidade de nos sentir pertencentes aos grupos sociais.

Sendo assim, a partir do momento que sabemos que uma grande quantidade de pessoas fez algo que nós não fizemos, isso irá nos instigar a ir atrás e também fazer. Afinal, queremos ser “todo mundo”.

4. Antecipação

Esse gatilho é bastante poderoso, porque mexe com as nossas expectativas com relação ao futuro. Ou seja, quando anunciam algo que está por vir, acabam ativando nossa imaginação, nos mostrando como nossa vida seria melhor com aquilo.

Ao elevar nossas expectativas, tornamo-nos mais propensos a realizar a ação. Certamente, é ele quem cria uma comunidade de pessoas ansiosas por determinada coisa.

Por exemplo, o anuncio do lançamento de um determinado celular ou vídeo game; o anuncio de um curso internacional que será ministrado no Brasil com um empresário bem-sucedido e famoso; entre outros.

5. Autoridade

As pessoas tendem a seguir aqueles que elas consideram superiores. Portanto, se queremos passar confiança para o nosso público (sentimento que influenciará diretamente nas decisões dos outros, afinal, “se meu ídolo faz, eu também farei”), precisamos nos destacar no meio de atuação.

Só para exemplificar, podemos citar o caso de educadores físicos que atraem seguidores por sua metodologia de treino diferente; marceneiros que montam os móveis de formas diferentes; entre outros.

Conclusão: persuasão x manipulação

Você precisa ter uma coisa em mente: estamos falando de persuasão e não de manipulação.Afinal, persuadir é entender que o outro possui desejos,utilizando-se de estratégias que conduzam a uma solução, fazendo-o acreditar, aceitar ou decidir algo por si mesmo. Já manipulação é uma manobra que faz alguém tomar uma decisão contra a vontade dele.