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O mercado financeiro e os Bitcoins
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O mercado financeiro e os Bitcoins

Publicado: 26.04.2019 - 20:37, por eCompare.com.br

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A moeda virtual mais conhecida no mundo. Esta é a famosa bitcoin, que apesar de ser a mais usada, não está só: existem outros tipos de criptomoedas, como a Dash, Monero, Ripple, Ethereum e Litecoin, cada uma com características individuais que as diferenciam.

Criado em 2008, o bitcoin foi a primeira moeda virtual a usar criptografia. Diferentemente das moedas físicas, como o dólar, o euro ou o real, o bitcoin não é emitido e nem controlado por nenhum Banco Central.

Isto significa, de fato, uma ruptura com o sistema financeiro tradicional, uma vez que o bitcoin é uma mercadoria ou ativo que pertence a um sistema bancário livre. O bitcoin não é, portanto, regulamentado por nenhuma autoridade financeira.

O funcionamento dos bitcoins é determinado por um código complexo, que não é passível de alteração. As transferências ocorrem entrem “carteiras digitais”, que são instaladas no computador de quem manda ou recebe as moedas. Devido a uma camada de criptografia, é quase impossível interceptá-las.

A transação termina quando os “mineradores” usam a rede para conectar a carteira de quem vende a de quem recebe. Quem tiver mais poder de processamento tem prioridade no recebimento dos lotes para mineração. Uma vez validada, a transação é inclusa no chamado “blockchain”, um enorme livro contábil aberto a todos. Embora todas as transações sejam públicas, podendo ser verificadas por qualquer pessoa, apenas as quantias e os números das carteiras envolvidos são expostos.

Ao adquirir um bitcoin ou fração dele, você o armazena em uma carteira virtual que é identificada por um código alfanumérico. A criptografia é usada para que as transações sejam ocultas e seguras.

Antes muito usado por fanáticos por tecnologia, o bitcoin passou a chamar a atenção de investidores comuns, que não têm conhecimento sobre aplicações financeiras de risco ou até mesmo de seu funcionamento.

É possível comprar e vender o bitcoin em algumas plataformas, como o “Mercado Bitcoin”, e ele também pode ser negociado em algumas bolsas de futuros, como a de Chicago, nos Estados Unidos.

Algumas empresas já o aceitam como pagamento de seus serviços ou mercadorias, e alguns países já consideram regulamentar a criptomoeda para utilizá-la de forma legal. É o caso do Japão e da Rússia, onde até já existem terminais de autoatendimento que permitem trocar bitcoins por dinheiro em espécie. No entanto, muitos países tem receio de utilizar o bitcoin devido ao seu alto risco: ataques de hackers, instrumento de lavagem de dinheiro e alta volatilidade.

No Brasil, o número de investidores na criptomoeda superou o total de pessoas físicas cadastradas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e também já possui mais investidores ativos que o tradicional Tesouro Direto.

A supervalorização do bitcoin, que iniciou 2017 com valor de US$ 1.000 e chegou a ser vendido um ano depois por quase US$ 20.000, atraiu muitos investidores brasileiros. Todavia, o Banco Central não recomenda o investimento na criptmoeda e chegou a emitir um comunicado, alertando para a possibilidade de perda de todo o capital investido e de bolha financeira.

Além disso, o roubo de criptomoedas está aumentando. Isto impulsiona uma indústria artesanal de serviços que possibilita a lavagem do dinheiro investido nas criptomoedas. É muito mais fácil roubar criptomoedas do realizar um assalto à mão armada a um banco. Isto porque não existe somente o bitcoin – existem mais de 1.600 criptomoedas e monitorá-las é uma tarefa dificílima.

Muitas bolsas e startups que estão emitindo novas moedas não verificam a identidades dos clientes e nem se os usuários estão lavando recursos roubados. Usuários que compram e vendem criptomoedas são geralmente representados por endereços anônimos. Para piorar, novas bolsas – muito vulneráveis no quesito segurança – são abertas o tempo inteiro.

Assim como a internet revolucionou as últimas duas décadas, também acredito que as tecnologias blockchain e DLT são as novas tecnologias que revolucionarão o mundo, e o bitcoin faz parte deste processo a longo prazo.

Há, certamente, uma escassez de dinheiro real, de moedas fiduciárias. O vazio deixado por essa escassez está sendo preenchido pelas criptomoedas, o que irá gerar um aumento econômico para o bitcoin.

Este é o sentimento do setor de criptoedas, pois há a crença de que estas vão começar a substituir as moedas emitidas pelos governos. No entanto, devido às excessivas variações de valores, o bitcoin não consegue cumprir ainda com seu propósito de atuar como uma moeda. Muitas empresas já deixaram de aceitar bitcoins como pagamento.

O bitcoin é, portanto, um investimento considerado de altíssimo risco pela maioria dos  especialistas em finanças. Isto porque a cotação da moeda oscila de acordo com sua demanda – um sistema muito parecido com o da Bolsa de Valores. Além dos diversos riscos já citados, nada garante que ao adquirir um bitcoin hoje ele valerá mais no futuro.

Na contramão da recomendação do Banco Central e da maioria dos especialistas, o investimento em bitcoin continua crescendo, e atraindo um perfil de investidores bastante diversificado, justamente porque possibilita que sejam investidas desde pequenas quantias até valores exorbitantes.

Será então que vale a pena investir em bitcoins? Para o empreendedor e investidor britânico John Pfeffer, sem dúvida alguma. Segundo ele, a criptomoeda poderá chegar à faixa dos US$ 700 mil, além de substituir o ouro e se tornar a principal moeda de reserva internacional.

O que o bitcoin se tornará só o futuro nos dirá. Enquanto isso… Aposte suas moedas! Ou não…