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Mais do que ter os dados, é preciso saber usá-los…e rápido!
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Mais do que ter os dados, é preciso saber usá-los…e rápido!

Publicado: 06.06.2019 - 19:46, por eCompare.com.br

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Vivemos na era do big data, em que dados são o novo ouro. Essa ideia já ganhou todos os setores da indústria, desde os gigantes tradicionais até as startups digitais construídas por millennials. Tanto que sua importância para a sobrevivência das empresas não é mais notícia – é preceito básico. Mas, como as empresas têm usado tantos terabytes em benefício dos seus clientes e usuários?

Em meio a um oceano de informação, o processo de organizar, interpretar, planejar e pôr a mão na massa para transformar esses dados em ação pode se tornar um problema difícil de resolver. Às vezes, não se sabe nem por onde começar. Era mais simples quando nosso acesso era mais restrito e a relação das marcas com os consumidores, unilateral.

Um bom caminho parece ser aliar ciência, antropologia e psicologia, unindo os dois lados do cérebro para entender e responder às motivações humanas mais íntimas. A ideia é colocar números, tabelas e hipóteses numéricas debaixo do braço e então ir a campo para ouvir e observar as pessoas.

Nesse cenário, é importante que a empresa tenha empatia e entenda as entrelinhas, a fim de desenvolver estratégias que respondam, de fato, aos anseios dos consumidores. Além disso, ela deve estar preparada para mudar amanhã mesmo, se identificar um erro de percurso no seu desenvolvimento.

Um exemplo recente desse processo complexo colocado em prática é a forma como temos conduzido a evolução da arquitetura de portfólio, com o objetivo de apreender aquelas necessidades que vão além da proposta da marca _ entregar alimentação saudável e saborosa com praticidade. Para isso, a escuta deve ser atenta e levar a aprendizados contínuos.

Para recolher os insights de que precisávamos, realizamos pesquisas frequentes com nossa base de clientes, cruzando os resultados com dados que os próprios consumidores fornecem, na sua interação diária com os canais da marca. Esse trabalho foi feito com o propósito de planejar a implementação de novas categorias de produtos, elaborar novos pratos e até mesmo de criar formas de organizar o portfólio atual.

A partir dos resultados, um projeto que reuniu vários setores da empresa teve início e, em menos de um mês, foi implementado. Houve participação do time operacional, que desenvolveu novas receitas e ajustou os preços; do time de tecnologia, que desenvolveu uma nova feature que ordena o cardápio segundo relevância, nome e, especialmente, preço; e dos times de marca, aquisição e retenção, que desenvolveram a estratégia para comunicar as novidades de forma clara e direta. Houve intersecção, ainda, com as áreas de BI, estoque e experiência do consumidor – uma verdadeira força-tarefa para garantir adequação ao mercado com rapidez e eficiência.

Esse movimento é um retrato do momento atual do mercado, em que, além de opções, o que se espera é facilidade para navegar entre elas, sem restrições, rótulos ou exclusão. Tudo isso de forma tão dinâmica quanto os gadgets podem entregar, um contexto que a velha indústria, muitas vezes, não consegue acompanhar.

No fim, o essencial é ter atenção e celeridade para desembaraçar os tais dados e resolver o quebra-cabeças do comportamento humano. Mais que isso, trata-se de escutar com sintonia, planejar com inteligência e executar com agilidade, sem perder as diretrizes e valores que tornam as marcas únicas e conectadas com seu público. Mas essa é só uma possibilidade – uma dentre tantas que, segundo os próprios dados, ainda vão surgir.