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Empresas apostam em setor de gestão de riscos para evitar perdas e proteger clientes
Entre as muitas inovações que aconteceram nas empresas com a adesão da tecnologia está o aperfeiçoamento da área de gestão de risco. Com o aumento da captação e uso de dados em todos os setores, ficou mais claro onde estão os maiores riscos que ameaçam os negócios. De acordo com uma pesquisa feita pela Experian …

Empresas apostam em setor de gestão de riscos para evitar perdas e proteger clientes

Publicado: 27.11.2018 - 20:23, por eCompare.com.br

Entre as muitas inovações que aconteceram nas empresas com a adesão da tecnologia está o aperfeiçoamento da área de gestão de risco. Com o aumento da captação e uso de dados em todos os setores, ficou mais claro onde estão os maiores riscos que ameaçam os negócios. De acordo com uma pesquisa feita pela Experian …

Entre as muitas inovações que aconteceram nas empresas com a adesão da tecnologia está o aperfeiçoamento da área de gestão de risco. Com o aumento da captação e uso de dados em todos os setores, ficou mais claro onde estão os maiores riscos que ameaçam os negócios. De acordo com uma pesquisa feita pela Experian com profissionais do Brasil, Estados Unidos, Inglaterra e Austrália, cerca de 91% das empresas brasileiras tomam decisões e definem a estratégia do negócio com base em dados — o percentual é maior do que a média mundial, que ficou em 83%.

O uso e análise de dados possibilita que os gestores das empresas enxerguem padrões que oferecem riscos a eles, ou aos seus clientes, antes mesmo destes se concretizarem. Mônica Dalosto, diretora de risco da Asaas, startup que desenvolve um software de gestão de cobranças para MEIs, afirma que “o setor de gestão de risco é essencial para monitorar a atividade de usuários e seus clientes, entendendo seu perfil e identificando ações que fogem do comportamento padrão. Assim, conseguimos prever, pelo comportamento de quem está do outro lado da tela, quando algo anormal irá acontecer, e no caso de já ter acontecido, conseguimos identificar e reverter rápido a situação”.

Risco financeiro — Na plataforma da Asaas os empreendedores conseguem gerar boletos e automatizar a cobrança de pagamentos. A facilidade atrai cerca de 10 mil clientes ativos, mas em alguns casos, chama a atenção de pessoas mal intencionadas. “ Já tivemos casos de cobranças indevidas, falsificação de boleto, entre outros. Em todos eles tomamos as atitudes necessárias para recuperar o dinheiro de quem havia caído em um golpe”, conta Mônica. Para minimizar e até erradicar essas práticas indevidas, o empresa conta com um setor de gestão de riscos, avaliando o perfil dos usuários e de suas transações para evitar fraudes e até mesmo roubo de dados.

Risco industrial — As soluções também podem ser utilizadas para prever perdas não ligadas ao mundo digital.  Para as indústrias, por exemplo, um risco que afeta diretamente seus faturamentos e efetividade é a ruptura. Esta nada mais é do que a falta do produto no ponto de venda (PDV) — seja no estoque ou na gôndola. Quando acontece a ruptura de um produto, tanto as indústrias de bens de consumo como os varejistas deixam de vender, o que é traduzido em perda de dinheiro e até em uma possibilidade de perda de clientes fidelizados para uma marca concorrente.

Com o controle da rotina do time de campo, feito por softwares como o Agile Promoter, as indústrias garantem que o checklist da loja está sendo executado conforme o planejado. Os gestores conseguem ter acesso à situação de cada PDV por meio da análise de dados coletados pelos promotores de venda, possibilitando a utilização disso para aprimorar o planejamento de demandas e reduzir a incidência de ruptura no PDV. “A falta de visibilidade sobre a execução não se limita à rotina do promotor, que é um elo importante entre a estratégia da indústria e o shopper, e, para o seu trabalho acontecer, é fundamental que o planejamento esteja adequado à demanda do ponto de venda. O Agile Promoter permite que as indústrias se antecipem a cenários e atuem em problemas como a ruptura de forma proativa, reduzindo consideravelmente as ocorrências desse tipo”, afirma Pedro Galoppini, cofundador e CPO da Involves.