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Autotechs no Brasil e no Mundo: desafios de cada país
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Autotechs no Brasil e no Mundo: desafios de cada país

Publicado: 27.05.2019 - 15:06, por eCompare.com.br

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Já falamos aqui em outros materiais, do crescimento, expansão e consolidação das chamadas Autotechs, startups que, de alguma forma, estão ligadas ao setor automotivo. Em um setor tão amplo e repleto de recortes, podemos ver iniciativas que são ligadas principalmente a mobilidade urbana, transporte de cargas e modais de delivery. Essas são as áreas que mais ganham atenção de empreendedores e investidores, afinal, são as que geram mais ‘dores’ para a sociedade de grandes metrópoles.

Em um país com dimensões continentais como o nosso, os desafios das autotechs são proporcionais ao tamanho de mercado e possibilidade que temos em mãos. Sabemos também que ao menos 60% da economia do país roda em cima de rodas pelas estradas brasileiras, ou seja, caminhões ainda são de grande importância para o impacto econômico no Brasil.

De acordo com o último levantamento realizado pela Liga Ventures, uma das maiores aceleradoras do país, temos 193 autotechs espalhadas pelo país, sendo 51% delas fundadas a partir de 2015, período em que adeptos de tecnologias passaram a olhar com mais cuidado para o setor automotivo. Falando das peculiaridades do ecossistema de startups do setor automotivo no Brasil, temos uma característica interessante que tem se destacado, a tentativa de aproximação de grandes montadoras com as startups.

Em fevereiro desse ano, tivemos a triste notícia do fechamento da fábrica da Ford em São Paulo. Será que se ela tivesse investido em inovações e se aberto às novas gestões (que são amplamente aplicadas às startups), ela teria fechado?! Por isso, será cada vez mais frequente vermos o engajamento de nomes como Mercedes-Benz, Caoa, Hyundai, entre outras, com esse ecossistema.

Se no Brasil ainda estamos bem focados (e com razão) em resolver problemas ‘simples’ de transporte de cargas e mobilidade urbana nos grandes centros, vemos que as autotechs nos Estados Unidos, por exemplo, têm apostado em Inteligência Artificial para gerar mais eficiência aos processos que envolvem o setor automotivo.

A recém-chegada dos carros autônomos, ainda que de forma bem restrita, tem sido a aposta de muitos empresários. Segundo estudo da consultoria McKinsey, em 2017, a aplicação de recursos de inteligência artificial podem render lucros de até 7,5% para o setor automotivo.

Durante a CES de 2018, realizada nos EUA, vimos a confirmação da Intel sobre uma cooperação com a BMW, Nissan e Volkswagen para testes tecnológicos em uma frota de 100 carros. Outra iniciativa que caracteriza bem a aposta dos norte-americanos em inteligência e dados é que a Qualcomm apostará em ações para destacar a conexão 5G para carros, transformando-os em computadores sobre sobre rodas.

Enfim, como pudemos ver, o Brasil ainda é um país bem focado em solucionar os problemas cotidianos de transportes (sejam urbanos ou de de cargas), enquanto que o Estados unidos estão um passo a frente, gerando dados e conexões entre diferentes objetos, para otimização das atividades de modo geral. Porém, com os últimos investimentos e empolgação dos players do setor automotivo no Brasil, acredito que logo logo estaremos lado a lado com os norte-americanos em termos de inovações nas autotechs.