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Apps mitigam crise do desemprego no Brasil
Os brasileiros estão buscando formas de driblar a crise que corroeu sua renda na última década. De acordo com os dados do IBGE, o problema do desemprego vai muito além da taxa de 12,3% registrada no trimestre encerrado em maio de 2019. O tamanho da população subutilizada (28,5 milhões de pessoas) – que agrega desempregados, …

Apps mitigam crise do desemprego no Brasil

Publicado: 04.07.2019 - 18:24, por eCompare.com.br

Os brasileiros estão buscando formas de driblar a crise que corroeu sua renda na última década. De acordo com os dados do IBGE, o problema do desemprego vai muito além da taxa de 12,3% registrada no trimestre encerrado em maio de 2019. O tamanho da população subutilizada (28,5 milhões de pessoas) – que agrega desempregados, …

Os brasileiros estão buscando formas de driblar a crise que corroeu sua renda na última década. De acordo com os dados do IBGE, o problema do desemprego vai muito além da taxa de 12,3% registrada no trimestre encerrado em maio de 2019. O tamanho da população subutilizada (28,5 milhões de pessoas) – que agrega desempregados, subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial – bateu o recorde da série histórica iniciada em 2012.

Diante deste cenário, apps como o Rappi, Uber, Closeer, 99 e I-Food, que conectam aqueles que querem prestar serviço para recomporem renda e os consumidores, têm amenizado o problema. Segundo o Instituto Locomotiva cerca de 17 milhões de pessoas usam algum aplicativo regularmente para obter renda e não poderia ser diferente.

Sabe-se que esta situação não deve mudar tão cedo, pois em momentos de crise econômica e baixo crescimento, o último indicador macroeconômico a demonstrar melhora é justamente o índice de desemprego. Há o medo das empresas de recontratarem funcionários sem que haja, ao mesmo tempo, a retomada da demanda e, por consequência, das vendas. Portanto, a desconfiança dos empresários também gera a própria queda da renda e da demanda e, desta forma, o círculo negativo se concretiza.

O problema é ainda maior para segmentos que sofrem com sazonalidades e picos de demanda pontuais, como o de Food Service. Neste caso a oscilação do movimento de clientes inviabiliza a manutenção de uma força de trabalho estável. De qualquer modo, existe demanda pontual do setor em contratar e mão de obra disponível. O que faltava era como unir o útil ao agradável e o desenvolvimento de plataformas que conectam as duas partes e ainda fornecem históricos e avaliações, tanto dos trabalhos realizados quanto dos estabelecimentos tornou isso possível. Através da inteligência artificial, algoritmos encontram quem possui a qualificação demandada e, de acordo com sua localização, disponibilidade e avaliação, o recomenda. Se este aceitar a oferta, ambos são colocados em contato, via chat.

Os apps da era da disrupção não revolucionaram apenas a relação entre empresas e clientes, mas entre empresas e colaboradores. No caso da economia brasileira, que passa pela pior crise da sua história nas últimas décadas com retração média anual do PIB Per capita de 0,3%, os apps ajudam a mitigar a crise e recompor a renda de alguma forma.